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26 novembro 2010

Veja lá para quem você dá carona

Assim como animais soltos no carro, passageiros “impertinentes” também são um risco para a sua atenção ao trânsito. Conversar, dar boas risadas, cantar,... Que mal há? Nenhum. Entretanto, é quando os seus caronas fazem a maior bagunça que você pode perder a sua concentração.

Passageiros que ficam se movendo de lugar, mexendo nos espelhos, tocando nos itens que só o motorista deve usar (volante, freio de mão, marcha) podem atrapalhar a sua visão e uma tomada de decisão emergencial.

Por isso, não fique constrangido em alertar seus amigos que diversão é permitida, algazarra, não. Quando for o motorista, faça como nos aviões e convoque o seu copiloto: peça que a pessoa mais “responsável” ocupe o banco da frente. Se algum amigo estiver alcoolizado, deixe-o no banco de trás e firme o seu cinto de segurança.

Este vídeo do AutoEsporte mostra situações típicas de quem carrega passageiros impulsivos, vale a pena assistir: http://g1.globo.com/videos/autoesporte/v/passageiro-tambem-cria-situacoes-de-risco-veja-simulacao/1349575/#/Todos%20os%20v%C3%ADdeos/page/4

A sua prudência salva vidas!

22 setembro 2010

Carro: saia de casa sem ele!

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro. Você sabe o que é isso? É o dia em que todo mundo (o mundo mesmo), deixa seus carros na garagem e se deslocam com transporte público, de bicicleta, gôndola (...) ou faz ‘lotação’ em um único veículo para eliminar a quantidade de carros que circulam por ai com uma única pessoa, o motorista.

A idéia, no mesmo molde que surgiu na França, é deixar o meio de transporte poluente e barulhento em casa e buscar formas alternativas de se locomover.

Só no Brasil, segundo o Denatran, são mais de 40 milhões de automóveis no país. São Paulo é líder com a estatística de um carro por dois habitantes, perdendo para países como Estados Unidos, 1,3 habitante por carro, Itália, 1,5 habitante/carro e no Japão, Espanha, Canadá e Alemanha 1,7 habitante/carro.

Dá para imaginar o alívio que é para o Planeta quando milhares de carros dos 40 países participantes ficam na garagem? Mas o melhor é que quanto mais pessoas optam por transportes alternativos o ruído desses carros (poluição sonora) também diminui a decibéis aceitáveis, os acidentes com ou sem mortes também diminuem, mais pessoas se exercitam indo de bike (desde com itens de segurança e nas ciclovias disponíveis), mais amigos são feitos nas caronas solidárias.

Fácil começar, hein?! Eu optei pela carona solidária: passo na casa dos meus colegas de gravação todos os dias e rachamos a gasosa e o estacionamento. É bom para o planeta e pro nosso bolso. ;D

13 julho 2010

De carona com o perigo


Hoje pedi uma carona para o Sêo Josué, um vizinho muito simpático de 62 anos que leva, todas as manhãs, os dois netos pra escola. Como precisava chegar muito cedo na produtora, às 7h já estava na porta de casa esperando a carona de Brasília 72 bege.

O carro do vizinho tá super bem conservado... até que entrei e notei a dura realidade da Brazóca. Linda por fora e um risco de morte por dentro: sem encosto de cabeça, cintos frouxos e, o pior, sem cadeira especial para seus netos que ainda nem fizeram 5 anos. Um verdadeiro fora da lei!

Em uma batida as chances dos passageiros, em especial as crianças fora da cadeira de segurança, serem ejetados do carro é muito alto: estudos americanos demonstram que as cadeiras de segurança reduzem em 71 % o número de mortes de crianças de colo e em 54% as mortes de crianças entre 1 e 3 anos. O risco dos netos do Josué se machucarem em uma colisão com velocidade média é de 47%.

Com o cinto de segurança a mesma coisa: evita que os passageiros da frente, que devem ter mais de 10 anos, sejam ‘expulsos’ do carro numa colisão. Já o encosto ameniza aquele tranco do pescoço em freadas bruscas.

Todos estes itens de segurança são obrigatórios por lei e não é por besteira, salvam vidas mesmo. Se seu carro é antigão é só procurar oficinas pra fazer esta adaptação.

Vê só esse teste de segurança que comprova a eficácia do cinto:


Eu que não faço nada sem segurança, pedi pro meu vizinho parar o carro: “Ôoo sêo Josué, deu vontade de ir na caminhada. Deixa que eu levo as crianças pra escola!”.