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01 abril 2011

Carro importado sem problema

É só pegar um trânsito em São Paulo para notar a invasão dos carros importados. Às vezes penso que este aumento é relacionado ao preço dos nacionais, que chegam a custar um valor muito próximo dos importados de mesma categoria. E vale lembrar que os carros populares já não são mais tão populares como antigamente, já que ganharam adicionais que encareceram o seu custo final. Fator que também pode ter acelerado a venda dos “carros gringos”, que aumenta cerca de 150% a cada ano.

O que quase ninguém lembra na hora de comprar é o custo posterior a compra com manutenção e peças, o que pode acabar com o sonho de andar num importado. Por isso, aqui vão algumas dicas de um grande amigo que já teve grandes surpresas a bordo da sua caranga e agora faz uma boa pesquisa antes da compra:

# Existem oficinas especializadas no Estado onde você mora e nas cidades que você mais visita? Muitas montadoras ainda não se instalaram bem no país, o que pode dificultar a troca de uma simples peça.

# Quanto tempo demora a entrega de peças e serviços essenciais?

# Quanto custa a manutenção básica do seu carro? Qual preço de tabela de itens essenciais, como retrovisores, pneus, pastilhas de freio, amortecedores, palhetas do limpador de vidro, protetor de cárter e muitos outros itens que,  geralmente possuem custo acessível, mas que pode surpreender no caso dos importados.

Saber quanto o seu carro custará depois da compra é essencial para ficar totalmente satisfeito por um longo período. Antecipe-se fazendo pesquisas e cotações. ;D

03 março 2011

O bem-estar da sua caranga

Tio Alfredo recebe uma porção de apelidos maldosos por conta da sua pouca atenção. No almoço de domingo, todos tiraram um sarro da sua cara por conta de um episódio: na estrada, seu carro parou por conta de um pneu furado e estava sem estepe. Anoiteceu e ele não conseguia sinalizar corretamente, as luzes do pisca não funcionavam. Um caminhão passou e jateou lama nos para-brisas, ao tentar limpar percebeu que não tinha água no reservatório.

É por essas e outras ocorrências que a revista QuatroRodas faz matérias alertando sobre a manutenção preventiva, que não precisa ser feita na oficina mecânica. Estas dicas devem ser feitas em casa, na seguinte periodicidade.

Toda semana:

Lavadores dos vidros | Crie o hábito de conferir se é preciso completar a água dos limpadores. Acrescente também um pouco de detergente específico. Não use detergente doméstico, pois esses produtos contêm soda cáustica em sua formulação, o que pode ocasionar manchas na pintura.

Óleo do motor | Verifique o nível do óleo do cárter com o veículo sobre uma superfície plana e, de preferência, com o motor frio. Confira no manual a localização da vareta, limpe-a e volte a colocá-la no lugar. Tire novamente e cheque o nível, que deve estar entre as marcas de mínimo e máximo. Se o nível estiver baixo, complete, utilizando um produto com a especificação recomandada pelo fabricante do veículo. Nunca ultrapasse o nível máximo.

Pressão dos pneus | Veja sempre que puder, ou antes, de viajar, seguindo a indicação do manual do proprietário. Lembre-se de que os pneus devem estar frios, ou seja, não devem ter rodado mais do que 3 quilômetros, incluindo o estepe. Acima dessa distância, o atrito dos pneus com o solo aquece o ar interno, que se expande e distorce a calibragem.



Todo mês:

Fluido da direção hidráulica | Para checar o nível, basta abrir o reservatório e conferir, por meio do medidor existente na própria tampa. Complete com o óleo indicado pelo fabricante no manual do proprietário.

Lâmpadas | Verifique o funcionamento das lâmpadas e substitua, se houve necessidade. O processo é simples, mas deve se ter cuidado ao manusear a lâmpada nova, principalmente se for dos faróis. Evite tocar o bulbo, pois a oleosidade natural da pele vai tornar o vidro amarelado, reduzindo sua eficiência e até mesmo diminuindo a vida útil. Se for inevitável, limpe a lâmpada depois, com um pano umedecido com álcool.



Ocasionais:

Palhetas dos limpadores | Providencie a substituição das palhetas toda vez que a borracha estiver ressecada ou danificada, para que não perca a eficiência ou risque o para-brisas. Adquirir um produto específico para o seu automóvel.

Filtro de ar | Veja no manual do veículo a localização do compartimento do filtro de ar e confira seu estado. Sua duração é de aproximadamente 10 mil quilômetros, mas quem trafega em locais muito empoeirados/estradas de terra, deve trocá-lo com mais frequência. Em alguns casos, leves pancadas são suficientes para limpá-lo e dar uma sobrevida. Nunca use jatos de ar comprimido.

Fusíveis | Se o farol não ascende e a lâmpada não está queimada, então a causa deve ser o fusível. Confira no manual do veículo a localização do compartimento de fusíveis. Verifique qual deles é o responsável pelos faróis, retire-o e substitua por um novo. Não improvise com fusíveis, sempre realize a troca com um fusível de mesmo material e amperagem, para não causar sérios danos ao sistema elétrico do automóvel, curto-circuito e até mesmo incêndio.


Independente do serviço faça sempre com muito cuidado, munido de materiais de segurança e o manual do seu carro. Não banque o mecânico e certifique-se de estar fazendo o melhor para você e para o seu carro.

11 janeiro 2011

Taxi X carro próprio: é carro próprio na cabeça!

Uso pouco o meu carro desde que aderi ao ‘vá de bike’. Com essa atitude contribuo com o meio ambiente diminuindo as emissões de gases, economizo com estacionamento e combustível e ainda tenho uma boa atividade física.

Pensando nisto, cogitei vender minha caranga e viver de bike e taxi, mas antes de tomar esta decisão achei uma matéria que faz uma comparação de gastos taxi X carro próprio que me fez mudar de ideia.

Mesmo considerando os gastos com combustível, IPVA, manutenção, seguro e estacionamento de um carro que rode 20 quilômetros por dia, ainda assim a sua caranga é a opção de menor custo. E isto serve para todas as capitais brasileiras segundo um estudo da revista Superinteressante.

Em Curitiba, que apresenta a bandeirada mais alta (e rápida) não compensa se você ultrapassar 5 km do seu destino. Ruim para o planeta, para o trânsito e pior ainda para os taxistas, que perdem clientes.

Para determinar quanto se paga por uma corrida de taxi, as cooperativas levam em conta o valor da gasolina, a manutenção do veículo e as taxas para regulamentar o automóvel. Quase as mesmas coisas que o motorista comum paga no carro próprio. O preço varia de capital para capital porque acompanha o custo de vida de cada região.

São Paulo possui o litro de gasolina mais barato das capitais brasileiras, já o estacionamento está entre os mais caros, mesmo assim vale à pena investir num carro popular. O Rio de Janeiro tem a melhor condição para andar de táxi: os carros apresentam altos preços e os taxis uma bandeira barata.

Se decidir por ficar com o seu carro, não deixe de investir em um bom seguro auto. ;D

08 dezembro 2010

O seu carro em detalhes

Já contei que faço carona solidária com o pessoal da equipe, certo? Ontem foi dia da carona do Cláudio, um dos contrarregras que participa do “esquema” de caronas. Carro bacana, todo equipado, mas dançando loucamente.

E é isso que acontece quando o motorista se preocupa com os acessórios e esquece o fundamental, como o amortecedor. Sem ele, o seu carro não terá linearidade, não terá um “caminhar” macio. Para a roda do seu carro não girar quadrado, é preciso tomar alguns cuidados com este item importante e seus demais componentes.

Não existe manutenção para amortecedores, o sistema deve ser inspecionado a cada 20 mil quilômetros rodados para garantir a segurança do veículo. A troca deve ser feita entre 40 - 50 km rodados, de acordo com o desgaste sofrido. Uma forma de conferir isso é sempre que for fazer o alinhamento ou o balanceamento pedir ao mecânico que dê uma rápida observada se não existe vazamento ou então se as hastes e borrachas estão limpas.

É comum o motorista trocar os amortecedores e não substituir as molas, mas elas não são coadjuvantes no seu carro. O procedimento ideal é trocar as molas sempre que trocar os amortecedores, já que ambos trabalham em conjunto, se um deles estiver com desgaste acentuado o funcionamento do outro equipamento ficará comprometido.

A troca ideal é fazer a substituição dos quatro amortecedores, em especial se já tiverem passado dos 40 mil quilômetros. Porém, se antes de atingir essa quilometragem uma peça apresentar defeito é possível trocar apenas o par, ou seja, os amortecedores do mesmo eixo.

De olho no amortecedor do seu carro daqui pra frente? ;D