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11 maio 2011

Os grandes mitos (MICOS) profissionais

Até outro dia era um grande risco ter Orkut quando se estava fazendo entrevistas de emprego. Você aparecia na entrevista todo bonitão e eloquente, e o entrevistador via no seu perfil a comunidade “Atraso todos os dias”. Já semana passada, recebi uma proposta de trabalho que pedia não receber textos ou vídeos com meus trabalhos e sim, perfil no Linkedin com todos os links. E lembra quando você ficava até tarde no trabalho pra fazer uma média com a chefia?

Pois é, o mercado de trabalho muda o tempo todo, assim como as necessidades de estarmos ligados em tudo o que acontece, dentro, mas muito mais fora do escritório e do que fazemos. Por isso, acompanhe o que já foi regra, mas agora é o maior mito (e mico) do comportamento no ambiente de trabalho... mas veja logo por que já, já muda (rs):

#1 Quem estende o expediente é visto como competente e esforçado: ficar até mais tarde de forma frequente é visto como desnecessário e improdutivo. Faça o dia render ou faça trabalho fora do escritório. Até por que, um bom profissional também tem vida após o trabalho.

#2 Rede social é brincadeira de quem não tem o que fazer: mesmo que você não seja um especialista nessa área, as redes sociais SÃO uma fonte de informação sobre o seu cliente, produto ou o público da sua empresa. Quem está fora delas é considerado um analfabeto digital. Mas não abuse.

#3 Devo ouvir críticas em silêncio: não faça isso. Estabelecer o debate racional, ainda mais quando em defesa própria, é muito importante. Ficar em silencio pode soar como desinteresse, medo e até covardia. Deixe claro os seus pontos de vista aceite a que forem pertinentes.

#4 Pessoas ambiciosas são perigosas: Segundo o livro “Por Que a Gente É do Jeito que a Gente É?” (Ed. Gente), pessoas ambiciosas normalmente são mais invejadas do que malvistas, pois são claras a respeito de seus objetivos. A ambição precisa ser compartilhada e orientada por valores. O que não é bacana é a ganância.

#5 Um currículo sempre deve ser curto e objetivo: Embora alguns especialistas sustentem que o recrutador do RH deve se encantar por um currículo em cinco segundos de leitura, o importante é o conteúdo de qualidade, se você tem o que colocar (cursos, experiências, trabalhos na área, viagens etc.), não deixe de informar no seu CV.

Você pode ler essas e mais dicas acessando: http://migre.me/4qIXB  ;D

20 abril 2011

Hora-extra: até que ponto vale a pena?

Eu gosto muito de trabalhar, minha vida é isso, mas nas últimas semanas tenho ultrapassado às 12 horas diárias de pura atividade física. Aproveitei a folga da semana para relaxar e pesquisar um pouco sobre os riscos do trabalho excessivo.

É muito comum às empresas terem mais demanda de trabalho e manterem o seu quadro de funcionários. O que acontece? Os que lá estão trabalham mais para dar conta de toda essa demanda. Situações atípicas costumam fazer bem para a equipe, que se une e se motiva em prol de um projeto comum. Mas veja bem, atípicas, não quando se torna hábito.

Ainda tem o grupo de empresas que pagam em dinheiro ou benefícios as horas adicionais de seus funcionários. Muito bom, mas aqui entra outro problema: motivado pelo “benefício”, funcionários exigem mais do que o cérebro e o corpo podem dar.

Trabalhar muitas horas por semana traz efeitos danosos aos sistemas imunológico, cardiovascular e digestivo. Os padrões de sono e descanso ficam alterados e podem surgir alterações de comportamento. Além do mais, uma jornada superior a 55 horas semanais, pode comprometer o raciocínio lógico, a argumentação e a memória.

Não force o seu corpo e cérebro e sentindo-se esgotado ou estressado procure um médico. Ou um massagem, uma piscina aquecida, uma espreguiçadeira na praia,... =D

04 abril 2011

Não seja pego de calça curta

Minha profissão não é cercada de formalidades. Roupas bacanas só quando é para encontrar com grandes diretores de cinema e em um lugar chique. Fora isso, quase todos os dias estou de tênis, camiseta e calça cargo. O resto do estúdio, idem.

E não é que o Sid, um colega da faculdade, me contou que numa sexta-feira teve que voltar para casa porque aproveitou que era fim da semana para ir “mais descontraído”? E não adiantou reclamar com o RH, seu chefe não queria vê-lo pintado de ouro, o que dirá de bermuda e ‘sandália’. E para não pagar este mico, a dica é não escolher a roupa para ir ao trabalho pensando no período que ficará fora dele (como ir para o bar à noite ou jogar futebol).

Homem sofre com o calor, mas usar bermudas e regatas ainda não caiu no gosto da chefia. No caso das mulheres, blusas decotadas, saias/ shorts curto, apesar de bonito e adequado para altas temperaturas, não recebeu aprovação do Dress Code. A melhor opção é abusar de saias e vestidos soltos.

Para combater o calor é possível escolher tecidos leves, como algodão e outros feitos de fibras naturais, que auxiliam na transpiração. Para homens que transpiram muito, uma regata por baixo da camisa pode auxiliar também, absorvendo e não marcando a camisa.

Exagero nunca é bem vindo se o seu trabalho exige cuidado com a imagem. Muitas cores, acessórios e maquiagem forte para as mulheres, podem sobrecarregar... ficar muito festivo (rs).

Claro que tudo depende de uma análise da sua profissão e local de trabalho, mas vale colar essas dicas na porta do guarda-roupa. ;D

14 janeiro 2011

Estresse, pressão, correria: significado de ‘trabalho’ pra muita gente

Acho que só retorno ao trabalho em fevereiro, mas estou sofrendo a ausência dos meus parentes e amigos que já estão em sua rotina normal. Sou exceção, mas grande parte dos meus conhecidos que trabalha em escritório passam por “grandes aventuras” durante o dia.

E tenho ouvido algumas reclamações sobre o estresse e dos possíveis riscos de acidentes no trabalho, isso por que ainda estamos na segunda semana do ano =/. E para que as pessoas que eu conheço (e as que você conhece também) tenham dias mais suaves e longe dos riscos, vou reproduzir algumas dicas que achei na web:

# Faça com que o seu local de trabalho seja confortável adequando-o a sua altura e seu porte físico. O “conforto” é um estímulo para suas atividades e diminui os riscos de lesões e acidentes.

# Organize o seu espaço, deixando os objetos nos seus devidos lugares e bem guardados, evitando improviso e acidentes: mesa com muitos papéis e copo/garrafa d’água que podem causar uma sujeirada ou porta-caneta com estiletes e tesouras que podem te cortar quando você só precisa pegar um lápis, por exemplo.

# Saiba os riscos e cuidados que envolvem a sua profissão e as formas de proteção disponíveis. No escritório, você pode providenciar apoios para os braços se usa bastante o computador e seu teclado. Em áreas externas, você deve usar capacetes e aventais. Se trabalha com produtos químicos, máscaras. E assim de acordo com cada profissão e função.

# Se trabalha muitas horas sentado (a), mantenha uma postura adequada. Faça pequenas paradas a cada 2 horas, como ida ao banheiro ou ao café. Fazer alongamento durante o dia é um bom auxiliar do bem estar.






















A minha dica é não sair do trabalho com o problema na cabeça, não deixe de reportar suas dificuldades ao seu chefe ou ao departamento de Recursos Humanos. E não se esqueça de levar o dia de forma suave. ;D

09 dezembro 2010

De bem – e feliz – com o trabalho

Quando as pessoas falam do seu trabalho e os riscos causados por ele, pensamos em acidentes ou DORT (Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho, o antes chamado por LER). Entretanto, na verdade, o nosso dia-a-dia oferece muito mais riscos do que imaginamos ou lemos nas matérias sobre saúde.

Mas como a vida não é fácil e temos que ir à luta (tô falando de trabalho – rs), você pode começar avaliando os riscos que o seu cotidiano te oferece e ver medidas preventivas, escrevendo numa planilha com coisas simples, como atravessar a rua e pegar o transporte coletivo ou trânsito, a, até mesmo, atividade mais complexas, como transportar cargas pesadas/ importantes ou reuniões estressantes com o chefe ou cliente.


. Indo ou retornando do trabalho, esteja sempre atento em aglomerados de pessoas e carros para evitar acidentes (colisões entre veículos, quedas nas ruas, empurra-empurra nas plataformas de trem e metrô são alguns exemplos).

. Nunca trabalhe sem itens de segurança, como capacetes, óculos, roupas especiais e cintos de segurança, se for o caso da sua profissão.

. Não aceite manusear equipamentos ou máquinas se você não estiver treinado para isto. Grande parte dos acidentes e mutilações no local de trabalho acontece quando profissionais não capacitados para uma função são designados a realizá-la.

. Esteja o mais confortável possível em sua mesa e evite movimentos repetitivos, utilize cadeiras, monitores e outros equipamentos de acordo com a sua altura e postura (Aqui tem um post que fala mais sobre DORT http://avidanaotemduble.blogspot.com/2010/09/pegando-suave-no-trabalho.html).

. Não admita o assédio moral. Denuncie ao Departamento de Recursos Humanos da sua empresa caso esteja sendo exposto a situações humilhantes e constrangedoras. Sempre reúna provas a seu favor.

. Não se estresse! Mas como, não é mesmo? Tente separar sua vida pessoal do trabalho. Pessoas com “garra” e conhecimento técnico se estressam menos que os demais grupos de profissionais. Por isso, tente resolver tudo de forma profissional (e técnica). Não espere se sentir estresse ou depressão para sinalizar o problema a um psicólogo.


Esses itens foram tirados de um projeto do Observatório Social que ganhou o prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, e considera esses os riscos mais frequentes e preocupantes do trabalho.

11 agosto 2010

Se você é chato, junte-se a outros chatos e forme a equipe ideal

Sabe aquele carinha rabugento do seu trabalho?

Uma pesquisa da Universidade de Purdue, em Indiana nos EUA, mostrou que um grupo de pessoas ranzinzas resulta num trabalho mais criativo e dedicado, mais que o trabalho dos extrovertidos e de um ranzinza sozinho.
No estudo, os voluntários receberam um briefing com a missão de elaborar slogans para uma empresa fictícia e ‘passaram’ por testes de humor (os pesquisadores não revelam como mudaram o humor deles. Eu não imagino como, mas pense no seu chefe). ;D

O resultado é de arruinar o bom humor de qualquer um: os grupos dos ranzinzas entregaram slogans mais criativos do que os ranzinzas que trabalharam sozinhos, segundo avaliação dos pesquisadores que explicam: “quando os humores estavam em baixa, o efeito do nível de análise na criatividade foi mediado pela persistência na tarefa de gerar o slogan”. Logo, por algum motivo, o mau humor compartilhado pode nos fazer trabalhar com mais afinco, o que leva a resultados melhores.

Pois é, chame aquele carinha chato para trabalhar na sua equipe e disseminar o mau humor (rs)